sábado, dezembro 22, 2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
domingo, dezembro 16, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Numb
Escorreguei na rua e perdi o rumo.
Do fundo do chão procurei um braço para me agarrar,
nenhuma mão olhou para a minha e continuei a procurar...
Fogem. Devem ter medo, não é costume tropeçar-se por aqui.
Anda-se a direito sem olhar para os lados, muito menos para baixo.
Lá vivem os pobres, aqueles que esticam a mão e escondem a cara. Temos medo desses.
Cheiram mal, são feios e teimamos em esquecer que existem.
Entretanto chego a casa, tomo banho e ligo a televisão.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
segunda-feira, dezembro 10, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
AIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Apetece-me gritar!!! Até o faria se não fosse acordar a cachopa que mora no andar de cima.
Estou com aqueles ataques bulímicos mensais e não paro de comer.
Consigo fazer misturas tão exóticas como nojentas, tipo: bolinhos de bacalhau seguidos imediatamente de um almendrado, assim ainda com os fiapos de bacalhau a misturarem-se com as amêndoas.
Depois disto reflicto acerca da minha bestialidade aquando destas compulsões hormonais ... Anda uma pessoa a tentar passar uma imagem de gaja cool, espertita, simpática, cheirosa, de lábios pintados de vermelho ... para depois desconstruir tudo à porta do frigorífico e converter-se ao mais primário dos seres cavernosos.
Fazendo umas contas atabalhoadas constato que até agora já estive periódica 960 dias da minha vida. Porra!!! E gastei à volta de 800 euros em tampões e afins. Ahhhh!!! E faltam os analgésicos que já foram consumidos para atenuar os efeitos da dita cuja!
Ainda por cima fui obrigada a crer, durante uns anos, que a visita mensal da Tia Chica era uma coisa boa e que a partir desse momento, em que a tal tia que pelos vistos vinha do Brasil aparecia, eu passava a ser uma Mulherzinha e que me iriam crescer as maminhas... Passados uns 16 anos ainda não vi nada disso!
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Nip Tuck (real life)
Julia McNamara: Then how come I haven't had an orgasm in two years?
Sean McNamara: Because I didn't want to work that hard.
(Já vi este filme...)
Nip Tuck
Não me lembro de diálogos tão corrosivos e mordazes como estes.
No episódio de segunda-feira o Dr. Christian Troy confrontava a Kimber (sua ex-noiva) com o facto dela se ter aproximado do seu filho Matt com intenções, para ele, duvidosas. Ela justifica o fim da relação com o Christian com falta de espiritualidade, ele responde:
- I've made you see God every time you came.
Fico boquiaberta!
segunda-feira, novembro 26, 2007
She's Lost Control

Tenho mais ou menos a idade da filha do Ian Curtis, ou seja teria um ano quando ele se suicidou, descobri Joy Division com uns 15 anos de delay.
Agora passados quase outros tantos reencontrei-os.
SILÊNCIO MEUS SENHORES!
No sábado ao fim da tarde estava um frio siberiano nesta cidade.
Estupidamente, e porque o álcool da noite anterior ainda me aquecia o corpo, levei vestida uma espécie de mini-saia; andei com o rabinho a espirrar a noite toda.
Bem, vamos ao que interessa! Fui pela primeira vez aos fados ali na tasca ao pé do Palácio. Confesso que não ia preparada para tanta emoção. Num espaço pequeno a cheirar a fumo e a petiscos acotovelam-se os habitués e a “juventude”. Sente-se imediatamente que passamos a pertencer àquela família, nem que seja por duas horas.
As senhoras, e um dos senhores (Tony qualquer coisa) vindos do cabeleireiro com os penteados armados à força de muita laca e com a roupinha de domingo a cheirar, provavelmente, a um perfume baratucho da loja dos chineses.
Observo, não me recordo de ter estado mergulhada num sítio tão real como aquele. Um senhor, que permaneceu sentado ao balcão o tempo todo, com rugas cravadas a cinzel, chora copiosamente ao ouvir um fado que falava de “família” e do “natal”, no final levantou-se e gritou a chorar: LINDO!! Um misto de arrepio e gargalhada prendem-se por pudor na garganta.
O fado que segue mais abaixo foi dos momentos altos da noite, talvez por gerar tantas afinidades … a Berta “Ahhhh Leoa!!!” levou a sala ao rubro.
O “Pensador” com o seu queixo proeminente e os poemas vindos das entranhas deixava a plateia estarrecida e a indagar-se …missão socrática para com a juventude.
Nos intervalos um homem com cara de quem já fez umas visitas ao Conde Ferreira e que teimava em salpicar a pobre Martinha que lhe calhou à frente, sacava do seu bandolim e era uma alegria, toda a gente cantava o Alecrim, Alecrim aos Molhos e mais uns hits da música popular portuguesa.
No final toda a gente se despede com beijinhos e abraços e então: Até para a semana.
A Felisberta Desgraçada!
Ao fim de tantos anos de ser tua
Amaste outra, casaste, foste ingrato;
Vi-te passar com ela à minha rua
Abracei-me a chorar ao teu retrato
Vi-te passar com ela à minha rua
Abracei-me a chorar ao teu retrato
Podia insultar-te quando te vi
Ferida neste amor supremo e farto
Mas vinguei-me a chorar, chorei por ti
Por entre as persianas do meu quarto
Mas vinguei-me a chorar, chorei por ti
Por entre as persianas do meu quarto
Casaste! sê feliz, deus te proteja
Não te desejo mal, e tanto assim
Que não tenho ciúmes nem inveja
Como a tua mulher teve de mim
Que não tenho ciúmes nem inveja
Como a tua mulher teve de mim
Mas olha, meu amor, eu não me importa,
Antes que fosses dela eu já fui tua
Podes sempre bater à minha
Porta
Mas não passes com ela à minha rua
Podes sempre bater à minha
Porta
Mas não passes com ela à minha rua
sexta-feira, novembro 23, 2007
Graça
Copo de água.
Um livro ou um jornal.
Música talvez ...
Óculos de sol.
Pés descalços.
Sombra.
Lisboa à minha volta e por baixo de mim.
Durante estes anos em que intermitentemente ando por Lisboa tenho passado muitas horas na Esplanada da Graça e atrevo-me a dizer que é o meu lugar preferido de Lisboa.
É o canto que me lembra a Pika, essa Pika que está tão longe da Graça agora ...
Lá descobri um amor que parecia tão improvável quanto efémero.
Quem diria que lá iria regressar?!



