segunda-feira, novembro 27, 2006

Quem resiste a isto??


Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!!!!

Dolce Fare Niente

Nos ultimos dias o meu único dilema tem sido: Vou para a cama ou para o sofá? Cházinho quentinho ou cafézinho quentinho? Bolachinhas? Dvd ou Tv? Livros? Tricot?
Enquanto isso chove torrencialmente lá fora...
Confesso que me tem sabido bem.
Obrigada Segurança Social!!!!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Há gajas com sorte...

Praiazita (facilmente comparável com as de Cascais) no Bahrain

E ainda dizem que vão "trabalhar" para lá ... ya right

quarta-feira, novembro 15, 2006

Laurentina das Arábias

Um pedaço de mim vai-se embora. Para longe.
A minha cúmplice de tudo, ou quase.
A minha mulher perfeita.
Nos últimos dias não consigo evitar de ser estupidamente egoísta e pensar na falta que me vais fazer.
Já te disse mais do que uma vez, mas nunca de uma forma tão pública: Amo-te muito amiga.
Vai com Deus. Inshallah!!!

quarta-feira, outubro 18, 2006

RIVOLUÇÃO

Há uns 10 anos (xiiiiiiii) participei activa e emocionalmente nas manifestações contra a, quase certa, venda do Coliseu à Igreja Universal do Reino de Deus. Não me algemei às grades mas gritei bem alto juntamente com milhares de pessoas "o Coliseu é nosso e há-de ser"!!!!
E assim o conseguimos manter nas mãos de quem o merece.
Hoje assistimos a mais uma manifestação de arrogância e ignorância do presidente da câmara do Porto ao entregar a gestão do Teatro Rivoli à gestão de privados. Sinto uma maior compaixão pelo Rivoli do que a que sentia pelo Coliseu naquela altura (antes de lá ter visto os Radiohead), foi no Rivoli que vi os melhores espectáculos da minha vida: Merce Cunningham, Trisha Brown, Bill T Jones, Companhia Rosas, Alain Platel, Philippe Decoufle, Wim Vandekybus, Paulo Ribeiro, PJ Harvey (é verdade a apenas uns 2 metros de mim), Robert Wilson, La la la Human Steps (uma das mais memoráveis) ...e muitos mais que agora não me lembro. Era um hábito ir ao Rivoli quase todas as semanas, havia sempre qualquer coisa boa para ver e a sala estava sempre cheia. Nessa altura o Porto fazia parte de um circuito cultural de elevado nível.
Depois houve aquela cheia destruidora, quando o Rio chegou aos aliados, e a partir daí começou a ruir o que havia sido erguido com muito suor. A partir daí começaram a escassear os motivos para ir até ao Rivoli, os dinheiros atribuídos à Culturporto para a programação começaram a emagrecer e os espectáculos a rarear. Um dos últimos que fui ver foi do Alain Platel e estava a explodir de gente, tamanha a fome de ver coisas boas.
Pouco depois veio a bomba: o Rio quer privatizar o Rivoli!!!
Fiz questão de me juntar na primeira manifestação, eram os mesmo do costume, aqueles que outrora via no foyer, na bilheteira, no café concerto, na plateia... Ouvi os discursos inflamados e quase me senti tentada a juntar-me aos Super Dragões nesse hino que é: "E o Rui Rio vai pró C******!!!" Mas contive-me, fazer isso poderia despoletar motins mais graves que os do Maio de 68.
Comovem-me estas pessoas da minha cidade que não deixam que os "comam por lorpas", que gritam e lutam pelo que é deles por direito - o direito à cultura é um valor universal! Hoje estou longe, tenho pena de não poder ir ter com aqueles que se barricaram há 4 dias no teatro numa última tentativa de serem ouvidos pelo executivo autista da câmara do Porto.
Este é o blog daqueles que não querem que o NOSSO RIVOLI seja entregue aos Lá Férias deste país.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Desaparecida em combate...

Procura-se jovem desaparecida na zona de Campanhã no Porto, desde finais de setembro. Existem relatos da sua eventual presença na freguesia de Santa Catarina em Lisboa. Pede-se, a quem a encontrar, que lhe deiam carinho e um emprego.

terça-feira, setembro 12, 2006

11/09

Há cinco anos, a prestes a concluir a licenciatura em Relações Internacionais, li “O Fim da História e o Último Homem” do politólogo Francis Fukuyama, na altura era frequentemente citado por representar um triunfo da democracia ocidental sobre os regimes autoritários de todo o mundo, ou seja, profetizava-se o fim dos conflitos, o triunfo do liberalismo e da globalização. Passavam-se dez anos da queda do muro do Berlim e consequentemente do fim da guerra-fria, era a altura de finalmente acreditar que era possível uma convivência pacífica entre as nações e onde apenas haveria uma superpotência hegemónica. As intervenções supostamente humanitárias na Bósnia, no Ruanda ou no Kosovo começam a beliscar essa calma aparente.
Ao mesmo tempo surge o livro do académico americano Samuel Huntington: “O Choque das Civilizações”, com uma visão quase apocalíptica da geopolítica internacional. No seu livro são descritas 7 zonas de fractura entre as civilizações (sendo este um conceito essencialmente histórico), dando ênfase ao possível conflito entre o Ocidente e o Islão.
Nesse ano, num dia em que me encontrava mergulhada em livros sobre a Nova Esquerda, dei por mim estupefacta em frente à televisão perante o ataque ao World Trade Center.
Em nenhum momento desse dia me senti americana.
O imperialismo autista e desenfreado paga-se assim, e quem semeia ventos colhe tempestades.
Obviamente que me senti esmagada com a dimensão do ataque, comoveram-me as imagens e as mortes, mas não me esqueci do que é que despoletou um ódio tão forte à nação americana.
Os republicanos agarram-se à tese do choque das civilizações e reclamam vingança sobre o inimigo (leia-se Islão), é altura de se virarem contra os antigos compinchas de artimanhas políticas pouco democráticas. Chegou a altura dos conceitos extremamente ambíguos da Guerra Preventiva ou Terrorismo Global, que têm servido para criar vácuos jurídicos e paraísos de tortura como Guantanamo ou as prisões da CIA na Europa de Leste.
Passados 5 anos reflectimos sobre o que mudou, será que o mundo seria mais cor-de-rosa se aquele 11 de Setembro se tivesse resumido à banalidade do dia à dia de um mundo asfixiado pelos tentáculos da globalização?
Deixo-vos com esta pergunta.

1930-2006

Vou ter saudades do teu sorriso, da tua voz calma e paciente, de dançar contigo, de me levares chá e línguas de gato quando estava doente, das “fritas” que comíamos nos aniversários, das cerejas e dos figos que partilhávamos, das castanhas assadas e cozidas, da açorda de bacalhau, de te ouvir cantar, de ouvir as histórias da “Laurinda da Fonte”, dos “mexidos” que fazias no natal (como é que irá ser este ano, não sei se os consigo fazer como tu), de te ver sentada no sofá, de te levar flores sem tu contares, de brincares com os meus dedos, de vos ver a chegar de mão dada dos almoços de domingo, de vos ver tão apaixonados, de brincar com a tua caixa de botões e com os teus trapinhos …
Adorava ser como tu.
Olha por nós.
Manda beijinhos ao avô.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Ménage à quatre


As minhas enteadas, Olivia e Margarida.
Não gostam muito de partilhar o pai comigo,
mas lá se vão habituando a ter mais uma a dormir com eles.

Passado um ano ...

Há um ano ...

quinta-feira, agosto 31, 2006

Estas eram as minhas flores preferidas!
Podem ver mais fotos aqui

De costas mas somos nós a dançar num fim de tarde memorável na tenda Chill Out. Ah grande Ilídio!!!!!
O senhor cuja indumentária era apenas tinta cor-de-rosa que aparece no cantinho andou durante a tarde toda a dançar e a fazer-nos sorrir. Lindo!

quarta-feira, agosto 30, 2006

And for now on I'm a Boomer!!!!!

Confesso que estava muito céptica, achei que tudo se resumia a uma música esquizofrénica, muitas drogas, muito pó e calor.
Ora bem, a rendição foi quase imediata, mas foi aumentando à medida que ia deslumbrando com o espaço e todos os elemenos decorativos: pessoas lindas, instalações fantásticas e uma paisagem de cortar o pio. E a água da barragem sempre fresquinha para nos amaciar o corpo e a alma dos 40 e tal graus que faziam.
Nunca estive num festival em que houve uma preocupação ambiental tão explícita, desde as casas de banho ecológicas, às palestras sobre desenvolvimento sustentável, às hortas de cultivo biológico...
Isto tudo colorido por uma mescla de 25000 / 30000 pessoas de 63 países diferentes, todos parte do lema unificante deste ano:


segunda-feira, agosto 28, 2006

Hoje só me apetece pedir-vos que rezem às vossas divindades pela saúde da minha avó. Obrigada.

terça-feira, agosto 01, 2006

Meu querido mês de Agosto!!!!!!

Este blog, e eu, encontram-se em banho maria até final do mês.
Vou tentar dar notícias, mas não sei se me restará algum neurónio disponível depois disto . A ver vamos. "Ai se a minha mãezinha soubesse..."

sexta-feira, julho 28, 2006

I just dont know what to do with myself...

Tenho um nó na barriga que me impede de respirar fundo.

sexta-feira, julho 21, 2006

Enquanto o mundo e a minha vida se esfrangalham,
há coisas que me fazem sorrir e sonhar... com o amor.

Celine's song

Let me sing you a waltz / Out of nowhere, out of my thoughts / Let me sing you a waltz / About this one night stand / You were, for me, that night / Everything I always dreamt of in life / But now you're gone / You are far gone / All the way to your island of rain / It was for you just a one night thing / But you were much more to me, just so you know / I don't care what they say / I know what you meant for me that day / I just want another try, I just want another night / Even if it doesn't seem quite right / You meant for me much more than anyone I've met before / One single night with you, little Jesse, is worth a thousand with anybody / I have no bitterness, my sweet / I'll never forget this one night thing / Even tomorrow in other arms, my heart will stay yours until I die / Let me sing you a waltz / Out of nowhere, out of my blues / Let me sing you a waltz / About this lovely one night stand.

quinta-feira, julho 20, 2006

De Israel com Amor

Crianças Israelitas escrevem mensagens nos rockets que irão ser despejados massivamente sobre o território libanês. Será que estão a pedir desculpa pelos danos colaterais??

fonte: Der Spiegel

quarta-feira, julho 19, 2006

Here we go again ...

Enquanto decorrem os bombardeamentos de Israel em Beirute, supostamente dirigidos ao Hezbollah e não aos Libaneses, uns fogem, e outros aguardam com a passividade e a rezignação de quem já viu este filme.