quarta-feira, agosto 15, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
Ouvida repetidamente ...
Pretinha
Faço tudo pelo nosso amor
Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
A saudade é minha dor
Que anda arrasando com meu coração
Não Duvide que um dia
Eu te darei o céu
Meu amor junto com um anel
Pra gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem (meu bem)
Mas tente compreender
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser...
Seu Jorge, se me lês: adoro chocolate preto,
90% de cacau e puro prazer.
quarta-feira, julho 25, 2007
sábado, julho 21, 2007
Think Positive
Fui assediada durante mais de 4 horas por um turista bêbedo que teimava em me agarrar!!!! Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!
Hoje foi o primeiro dia....
Hoje foi o primeiro dia....
sexta-feira, julho 20, 2007
De regresso ao Douro...
Este vai ser o meu local de trabalho nos próximos meses!!Deixo-vos um poema do mais belo transmontano que descreve, como só podia, o Douro que é dele:
São Leonardo da Galafura
À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.
Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.
Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!
Miguel Torga
segunda-feira, julho 16, 2007
terça-feira, julho 10, 2007
Lady Chatterley

A natureza assiste e envolve a descoberta da intimidade, do corpo, do cheiro, do tacto ... e o regresso a um estado primário e edénico de um homem e de uma mulher.
O lento e tenso, muito tenso, caminho por entre corpos gradualmente mais nus, é absolutamente belo e comovente.
Saí de lá a suspirar muito, a desejar encontrar um Parkin num bosque perto, ou longe de mim, que me cubra o corpo de flores.
O lento e tenso, muito tenso, caminho por entre corpos gradualmente mais nus, é absolutamente belo e comovente.
Saí de lá a suspirar muito, a desejar encontrar um Parkin num bosque perto, ou longe de mim, que me cubra o corpo de flores.
domingo, julho 08, 2007
LINDA 1995 - 2007
A minha Linda parte hoje.
Não sei a que horas a vão adormecer, acho que nem quero saber.
Fui-me despedindo dela nos últimos dias, mas a dor teima em não me largar.
Posso dizer com sinceridade que este é um dos dias mais tristes da minha vida. E não consigo dizer mais nada.
Aqui vai a última foto dela tirada na sexta feira à noite quando os olhinhos dela já pediam para a deixarmos ir.

Fui-me despedindo dela nos últimos dias, mas a dor teima em não me largar.
Posso dizer com sinceridade que este é um dos dias mais tristes da minha vida. E não consigo dizer mais nada.
Aqui vai a última foto dela tirada na sexta feira à noite quando os olhinhos dela já pediam para a deixarmos ir.

sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
Hoje só me apetece dizer isto...diz tudo.
Ele vinte anos, e ela dezoito
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro
E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o
como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz o gosto ao quarto
depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura dos dias em que um beijo bastava
E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir,
vai-te embora amanhã tenho de ir trabalhar.
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor,
um bocadinho mais deixa-o dormir,
que viveu dias tão brutais
E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender
Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano
Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos
Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão,
diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença sei lá,
inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.
Segundo andar direito, ouvida repetidamente numa viagem Lisboa-Porto sem bilhete de volta.
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro
E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o
como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz o gosto ao quarto
depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura dos dias em que um beijo bastava
E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir,
vai-te embora amanhã tenho de ir trabalhar.
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor,
um bocadinho mais deixa-o dormir,
que viveu dias tão brutais
E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender
Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano
Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos
Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão,
diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença sei lá,
inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.
Segundo andar direito, ouvida repetidamente numa viagem Lisboa-Porto sem bilhete de volta.
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