terça-feira, julho 10, 2007
Lady Chatterley

A natureza assiste e envolve a descoberta da intimidade, do corpo, do cheiro, do tacto ... e o regresso a um estado primário e edénico de um homem e de uma mulher.
O lento e tenso, muito tenso, caminho por entre corpos gradualmente mais nus, é absolutamente belo e comovente.
Saí de lá a suspirar muito, a desejar encontrar um Parkin num bosque perto, ou longe de mim, que me cubra o corpo de flores.
O lento e tenso, muito tenso, caminho por entre corpos gradualmente mais nus, é absolutamente belo e comovente.
Saí de lá a suspirar muito, a desejar encontrar um Parkin num bosque perto, ou longe de mim, que me cubra o corpo de flores.
domingo, julho 08, 2007
LINDA 1995 - 2007
A minha Linda parte hoje.
Não sei a que horas a vão adormecer, acho que nem quero saber.
Fui-me despedindo dela nos últimos dias, mas a dor teima em não me largar.
Posso dizer com sinceridade que este é um dos dias mais tristes da minha vida. E não consigo dizer mais nada.
Aqui vai a última foto dela tirada na sexta feira à noite quando os olhinhos dela já pediam para a deixarmos ir.

Fui-me despedindo dela nos últimos dias, mas a dor teima em não me largar.
Posso dizer com sinceridade que este é um dos dias mais tristes da minha vida. E não consigo dizer mais nada.
Aqui vai a última foto dela tirada na sexta feira à noite quando os olhinhos dela já pediam para a deixarmos ir.

sexta-feira, julho 06, 2007
quinta-feira, julho 05, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
Hoje só me apetece dizer isto...diz tudo.
Ele vinte anos, e ela dezoito
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro
E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o
como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz o gosto ao quarto
depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura dos dias em que um beijo bastava
E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir,
vai-te embora amanhã tenho de ir trabalhar.
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor,
um bocadinho mais deixa-o dormir,
que viveu dias tão brutais
E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender
Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano
Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos
Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão,
diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença sei lá,
inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.
Segundo andar direito, ouvida repetidamente numa viagem Lisboa-Porto sem bilhete de volta.
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro
E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o
como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz o gosto ao quarto
depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura dos dias em que um beijo bastava
E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir,
vai-te embora amanhã tenho de ir trabalhar.
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor,
um bocadinho mais deixa-o dormir,
que viveu dias tão brutais
E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender
Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano
Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade de mudar e deixar mudar
Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais
E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos
Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão,
diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença sei lá,
inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.
Segundo andar direito, ouvida repetidamente numa viagem Lisboa-Porto sem bilhete de volta.
sexta-feira, junho 22, 2007
Última hora!!!!
José Cid e Conjunto António Mafra na noite de S. João na Avenida dos Aliados!!!
Nem estou em mim ...
Nem estou em mim ...
What makes a girl happy??
Comprar 4 vestidos vintage, em excelentes condições, a 50 cêntimos cada um!!!!!
quarta-feira, junho 20, 2007
“Quando lhe toco os seios, eles moldam-se-me à mão, enchem-ma com um peso maravilhoso, suado. Eu sinto-me responsável por toda a carne desta mulher porque ela me atormenta com suavidade, como outras coisas que me pertencem. Fico a tremer com a doçura de ela estar aqui, e ela, ao sentir-me tremer, dobra-se como uma árvore sacudida pelo vento e mostra-me o branco daqueles seus olhos.”
in O Marinheiro que perdeu as graças do mar, Yukio Mishima.
segunda-feira, junho 18, 2007
Ouvir Carlos Paredes em Londres numa noite cheia de vinho do Porto é sentir o mais profundo e recalcado português a subir-nos à flor da pele. Arrepia.
Que triste sina a nossa de carregarmos sempre às costas esta herança lânguida.
E sabe-nos bem mergulhar nesta dor mais ou menos doce...agridoce talvez.
Que triste sina a nossa de carregarmos sempre às costas esta herança lânguida.
E sabe-nos bem mergulhar nesta dor mais ou menos doce...agridoce talvez.
sexta-feira, junho 15, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Just in time
Just in time, I found you just in time
Before you came, my time was runnin' low
I was lost, the losing dice were tossed
My bridges all were crossed, nowhere to go
Now you're here and now I know just where I'm goin'
No more doubt or fear, I found my way
For love came just in time
You found me just in time
And changed my lonely life that lovely day
Now you are here and now I know just where I'm goin'
No more doubt or fear, 'cause I've found my way
For love came just in time
You found me just in time
And changed my lonely life that lovely
Lonely life that lovely
Lonely life that lovely day
by Nina Simone
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